Diz o dito popular que "filho de peixe,peixinho é". Tal afirmação pode ser corroborada através de alguns livros da Bíblia,como o I Reis. Por exemplo,em I Reis 15;3,lemos:"Abias cometeu os mesmos pecados que o seu pai (Roboão) havia cometido e não foi fiel em tudo ao Senhor,seu Deus,como o seu bisavô Davi tinha sido.". E também em I Reis 15:26,lemos:"Como havia feito o seu pai (Jeroboão) antes dele,Nadabe pecou contra Deus e fez com que o povo de Israel também pecasse.". E,mais ainda,em I Reis 22:53:"Ele (Acazias) pecou contra Deus,seguindo o mau exemplo do seu pai Acabe,da sua mãe Jezabel (...) feito o povo de Israel pecar.". Ou seja,parece que tudo está perdido,que se minha mãe ou meu pai,por exemplo,é muquirana,avarenta (o),mesquinha (o),cobra explicações de todos os meus passos só por causa das "esmolas" que me dá,miserável,etc etc etc e estou indo pelo mesmo caminho,então é inevitável eu me tornar uma "cópia perfeita e acabada dela (e)" e não tenho escolha alguma,não posso me "rebelar"... Tanto é que está escrito "cometeu os mesmos pecados que o seu pai havia cometido","como havia feito o seu pai antes dele","seguindo o mau exemplo do seu pai Acabe,da sua mãe Jezabel...". Passagens como as acima são abundantes na Bíblia.
Saindo da esfera bíblica... Na obra "As 48 Leis do Poder",de Robert Greene e Joost Elffers,a Lei 41 é:"Evite seguir as pegadas de um grande homem". Segundo os autores,"o que acontece primeiro sempre parece melhor e mais original do que o que vem depois. Se você substituir um grande homem ou tiver um pai famoso,terá de fazer o dobro do que eles fizeram para brilhar mais do que eles. Não fique perdido na sombra deles,ou preso a um passado que não foi obra sua:estabeleça o seu próprio nome e identidade mudando de curso. Mate o pai dominador,menospreze o seu legado e conquiste o poder com a sua própria luz.". (Robert Greene e Joost Elffers,As 48 Leis do Poder,pág.16,Ed.Rocco) É claro que,em "mate o pai dominador" -- e no caso do momento atual,em que as mulheres vem dominando cada vez mais em todas as áreas,a mãe também -- deve ser entendido apenas,e somente apenas,figurativamente. Pois,se meu pai -- ou minha mãe -- foi grande,famoso (a),correrei o risco de ser visto apenas como uma "extensão" dele (a),apenas um (a) "filho (a). E certamente ele (a) vai querer isso... Mas,e se ele (a) foi medíocre,desprezível? Então,ele (a) não ficará satisfeito (a) em ver meus esforços em crescer,não vai querer que eu seja grande. A inveja prevalecerá,e não o amor...
Como exemplo de transgressão da Lei,os autores citam as histórias de Luís XV e Luís XVI,bisneto e tataraneto,respectivamente do grande Luís XIV,todos reis franceses. Ao contrário deste,que foi um grande estadista,os dois primeiros só queriam satisfazer suas luxúrias com jogos e prostituição,entre outros. E quem conhece as histórias de Israel,de Judá e da França sabe muito bem como tudo terminou... Ao contrário,na Lei observada,temos o exemplo de Alexandre,o Grande,que sempre se rebelou contra o seu pai Filipe da Macedônia. Alexandre sempre se esforçou por superar seu pai,e quando esse morreu,Alexandre conquistou um império que ia até à Índia. Foi Alexandre quem entrou para a história e é lembrado até hoje,e não,Filipe... (Ver "As 48 Leis do Poder",de Robert Greene e Joost Elffers,págs. 373-383,Ed.Rocco)
Na esfera da mitologia grega,temos como exemplo a conturbada relação entre Cronos e seus filhos,entre eles Zeus e depois,entre Zeus e os gigantes. De tanto temer perder o poder,Cronos comia (!) seus filhos,literalmente,o que pode ser entendido como a insanidade de alguém que ignora e busca destruir seus próprios filhos em defesa de seus interesses egoístas... Ou seja,a relação entre pais e filhos é mais destrutiva e opressiva para os últimos do que qualquer outra coisa,até mesmo quando os pais são bons...
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