quinta-feira, 28 de novembro de 2019

123. Ninguém tem coragem de falar...

18/08/2019-10/10/2019
Meus Pensamentos

Ninguém tem coragem de falar,mas eu tenho:parente com dinheiro não tem obrigação de ajudar os parentes pobres. Ele ajuda se quiser!

Tenho dois irmãos:um é ladrão,vagabundo e a outra sempre me desprezou. Agora,imagine se amanhã eu fico bem de vida e eles continuam na mesma situação em que estão:terei obrigação de ajudá-los em alguma coisa? Por quê? Só porque eles são meus irmãos? Mas e o que eles fizeram,fazem,deixaram de fazer,deixam de fazer? Fica por isso mesmo,é "passado"? Assim é fácil...

"Ah,mas se um deles crescer na vida,terão o mesmo direito de não querer te ajudar..." Eu já sei que eles não vão querer me ajudar,pelo comportamento deles no presente,não vai ser surpresa nenhuma. E respeito esse direito! Eu vou ter que me virar,como sempre. Agora,o que eu não admito é falta de reciprocidade comigo:um sujeito me tratar de uma determinada forma,ruim,e esperar que eu seja bom com ele,ou então as pessoas ao redor esperarem,exigirem que eu seja bom,como se ele não tivesse feito nada de ruim comigo. Fica parecendo que eu posso ser tratado de forma ruim e os outros,não,como se eu fosse um "sub humano",com menos direitos que os outros e não,igual.

"Ah! Você pensa assim porque você é ruim!" E no caso deles,que eu sei que eles não vão me ajudar,eles não são ruins também? E o que eles fazem no momento presente? Será que a pessoa que utiliza o argumento acima vai utilizar com eles com a mesma intensidade? Acho que não... "Ah,mas se eles se atirarem embaixo do trem você vai se atirar também?" Não,porque eu não sou suicida! E esse argumento é ridículo. Eu só busco o respeito aos meus direitos e ter o mesmo tratamento que os demais,isso é,liberdade e igualdade.

Também tem o fato de que mesmo se eu ajudar meu irmão ladrão,vagabundo,e também invejoso e minha irmã que me despreza,muito provavelmente isso não vai mudar a concepção deles a meu respeito,já que muito provavelmente eles vão interpretar essa minha ajuda como se fosse uma "obrigação" minha... Imagine:eu acolho um deles na minha casa e passa a me destratar,a me tratar da mesma forma como me trata hoje,só que,dentro da minha casa e eu dando as coisas... Vou ser obrigado a aturar uma situação dessa só porque é meu parente,é meu sangue? Claro que não!

Ajudar parente é tão opcional quanto ajudar qualquer outra pessoa e o parente que é ajudado tem a obrigação de ser tão grato à pessoa que o ajuda,ajudou quanto qualquer outra pessoa muito provavelmente seria. E mesmo assim não é qualquer parente que merece ser ajudado... 

122. Na...

21/07/2019-04/08/2019
Meus Pensamentos

trilogia "Matrix",Zion é ou não real? Lógico,que quando nós nos referimos a algo real estamos nos referindo a algo não simulado por computadores,pelas máquinas. Se Zion está,de fato,fora da Matrix,que é uma realidade simulada,logo,Zion é real. A Matrix está para a caverna de Platão assim como Zion e todo mundo fora da Matrix estaria fora para fora da caverna. As sombras que os prisioneiros veem passar na parede da caverna são as "simulações",meras ilusões,representações daquilo que realmente é e que os prisioneiros tomam pelo real. Fora da caverna,sim,estaria aquilo que de fato é,as coisas que são representadas através de sombras nas paredes.

A pergunta que se faz é:quem garante que o prisioneiro,ao se libertar do fundo da caverna e chegar ao ambiente externo dela,não está exposto a um novo ambiente ilusório? Ou seja:quem garante que aquilo que ele está vislumbrando não seja ilusório também,como as sombras que via passar no fundo da caverna? Voltando à obra analisada,"Matrix",quem garante que o mundo externo à Matrix também não seja um outro mundo ilusório,uma outra simulação das máquinas,dos computadores? É aqui que eu defendo a tese de que Zion pode ser sim uma outra realidade simulada,uma outra camada (externa). Digo "pode ser",no sentido de possibilidade apenas,e não que seja,"é".

De uma coisa eu tenho certeza:o mesmo que vale para a caverna de Platão e o mundo externo a ela vale para a Matrix e o mundo externo a ele.

   

121. Cada...

14/07/2019-18/07/2019
Meus Pensamentos

escritor,cada ficcionista,ao criar uma obra,com exceção das biográficas,é claro,cria um universo particular,com suas regras,onde tudo se torna possível. Por isso,não é racional,nem lógico apontar para um determinado evento dentro de uma ficção,como o Neo voando,em Matrix,por exemplo,e dizer "mentira". O expectador que diz isso está julgando esse evento conforme as regras que regem o nosso Universo,onde voar é impossível. Ao invés de fazer isso,tal expectador deveria adentrar tal realidade exposta na obra e examinar detidamente as regras que imperam ali e,aí sim,apontar as incoerências entre algum evento que ali ocorra e tais regras,se ela está sendo ou não "obedecida" em tal evento.

120. Eu...

04/07/2019-14/07/2019
Meus Pensamentos

fico pensando se os autores escolhem algum personagem das suas tramas para inserir ali as suas opiniões pessoais,seus pontos de vista,suas concepções,seus paradigmas,etc. Porque cada personagem tem suas opiniões,seus pontos de vista,suas concepções,seus paradigmas,etc,mesmo que discordantes dos dos autor;aqui,cada personagem é como se fosse um indivíduo do "mundo real",a nossa realidade... Logo,o autor escolhe um personagem que,"coincidentemente" vai ter as mesmas opiniões pessoais dele,os mesmos pontos de vista,as mesmas concepções,os mesmos paradigmas,etc... Como que para se fazer "representado" ali dentro daquele universo,daquela realidade. É claro,tudo isso,disfarçadamente,para que a obra não perca seus aspectos de "isenção","neutralidade"...